Mutações genéticas fazem com que sempre tenhamos fome

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Em um estudo publicado no The New England Journal of Medicine, os pesquisadores descrevem a descoberta de mutações genéticas.

Que podem causar fome insaciável e levar à obesidade grave. Essas variantes interferem na leptina, um hormônio que ajuda a dizer ao corpo quando ele está cheio.

Quando as células de gordura produzem leptina, ela se liga ao tronco cerebral e ao hipotálamo, áreas do cérebro que ajudam a controlar o apetite.

Enquanto o “hormônio da fome” grelina flutua, aumentando com a fome e caindo após uma refeição.

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Os níveis de leptina permanecem estáveis ​​e se correlacionam com a gordura branca total no corpo.

O estudo afirma que a leptina diz ao corpo quanta energia armazenar em gordura e coloca o corpo em “modo de fome” quando essas reservas estão baixas.

No estudo, os autores descrevem o caso de um menino de 14 anos e uma menina de dois anos que apresentavam mutações genéticas que afetam a leptina.

Ambos tinham altos níveis de leptina no sangue, o que correspondia a altos percentuais de gordura corporal. A mutação do menino foi chamada de P64S.

E a da menina foi G59S. Esses genes codificavam versões ligeiramente modificadas da leptina.

A equipe testou o quão bem a leptina dos participantes se liga ao receptor, como normalmente acontece no cérebro.

As variantes bloquearam o receptor e não permitiram que a leptina normal se ligasse.

Na verdade, embora o menino e a menina produzissem grandes quantidades de leptina alterada, o hormônio não foi capaz de sinalizar ao cérebro.

Que seus corpos continham muita energia armazenada.

Sem esse sinal, o apetite das crianças não pode ser satisfeito. Então o cérebro tentou compensar o déficit de energia inexistente.

Para o tratamento, a equipe administrou uma forma sintética de leptina.

Nenhum efeito colateral grave foi observado e “ambos os pacientes se aproximaram do peso normal”.

O que a ciência diz sobre a obesidade?

Um estudo de 2022 descobriu que a obesidade pode ser um distúrbio do neurodesenvolvimento.

O artigo enfocou o desenvolvimento epigenético (um sistema de marcadores moleculares que determina quais genes são usados ​.

E quais não são usados ​​em diferentes tipos de células).

Naquela época, os pesquisadores perceberam que o risco de obesidade em humanos é parcialmente determinado pelo desenvolvimento epigenético do núcleo accumbens.

“Nossas descobertas fornecem novas evidências de que a epigenética do desenvolvimento está associada a influências ambientais.

E genéticas precoces no risco de obesidade”, disseram os pesquisadores.

No início deste ano, os pesquisadores anunciaram que haviam descoberto um método de modificação metabólica que poderia ajudar a reduzir a obesidade.

A equipe estudou a ácido graxo sintase, uma enzima envolvida na lipogênese, o processo de conversão do excesso de carboidratos em gordura.

Uma vez que as proteínas são construídas a partir do código genético.

Suas funções podem ser alteradas por um processo de modificação pós-traducional. Isso altera a eficiência da produção de petróleo.


*Fonte de pesquisa: The New England Journal of Medicine, Live Science

As descobertas sobre as mutações genéticas que influenciam a fome e a obesidade são apenas a ponta do iceberg. A relação complexa entre genética, metabolismo e comportamento alimentar revela um cenário multifacetado que vai além da simples ingestão de alimentos. A interação entre os genes e o ambiente é crucial, e a epigenética desempenha um papel significativo nessa dinâmica. As influências externas, como dieta, estresse e até mesmo a qualidade do sono, interagem com a predisposição genética, moldando a forma como o corpo armazena gordura e utiliza energia.

Além das mutações relacionadas à leptina, outras variantes genéticas têm sido identificadas como fatores de risco para a obesidade. Por exemplo, algumas pessoas carregam mutações em genes que regulam o apetite e o metabolismo, como o gene FTO. Esse gene está associado ao aumento do apetite e à diminuição da capacidade de queimar calorias. A presença de variantes desse gene pode predispor um indivíduo a consumir mais calorias do que seu corpo realmente precisa, resultando em ganho de peso ao longo do tempo.

A influência do microbioma intestinal, o conjunto de microorganismos que habitam nosso sistema digestivo, também não pode ser subestimada. Estudos recentes sugerem que a composição do microbioma pode afetar a forma como os nutrientes são metabolizados. Algumas bactérias intestinais são mais eficientes em extrair energia dos alimentos, o que pode contribuir para a obesidade. Além disso, a dieta pode alterar a diversidade microbiana, impactando o peso corporal de maneiras inesperadas.

Ademais, questões sociais e emocionais frequentemente coexistem com as causas biológicas da obesidade. Muitas pessoas recorrem à comida como uma forma de lidar com o estresse, a ansiedade ou a depressão. Esse comportamento pode se tornar um ciclo vicioso, onde a busca pelo conforto através da alimentação leva a um aumento no peso, que por sua vez pode exacerbar problemas emocionais. A compreensão desse componente psicológico é essencial para o desenvolvimento de estratégias de tratamento eficazes, que não se concentram apenas na restrição calórica, mas sim em uma abordagem holística que aborde as emoções e comportamentos subjacentes.

A promoção de hábitos alimentares saudáveis e a realização de atividades físicas regulares são fundamentais na prevenção e no tratamento da obesidade. No entanto, é crucial considerar que cada indivíduo é único e que a personalização das intervenções pode ser mais eficaz. A medicina de precisão, que leva em conta a genética, o estilo de vida e as preferências pessoais, pode abrir novas portas para o tratamento da obesidade. Assim, entender a complexidade das mutações genéticas e suas interações com fatores ambientais e comportamentais é um passo vital para desenvolver soluções duradouras.

Em conclusão, a obesidade é um problema multifatorial que requer uma abordagem abrangente. As mutações genéticas que influenciam a fome são apenas uma parte da equação, e ao considerar o papel de fatores epigenéticos, emocionais, sociais e microbiológicos, podemos começar a abordar a obesidade de maneira mais eficaz e compassiva. O futuro da pesquisa nesse campo certamente revelará novas perspectivas sobre como podemos controlar e prevenir essa condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

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